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Turismo em Nova Iguaçu - Locais para visitar e passear.
Nova Iguaçu possui um potencial turístico muito forte, contando com diversas áreas de interesse histórico, ecológico e cultural. Alguns dos mais representativos estão relacionados abaixo.
Serra do Vulcão
A serra do Vulcão localiza-se na borda norte-nordeste do maciço do Mendanha (Gericinó). Existe acesso via uma trilha a partir docampus da Universidade de Nova Iguaçu (UNIG). Apesar do nome, a rocha constituinte não é de origem vulcânica, mas sim, traquito de caráter intrusivo. A idade de intrusão é de 59 milhões de anos. Esta localidade tem 885 metros acima do nível do mar e, portanto, é favorável para vôo livre de asa delta. A serra do Vulcão é freqüentemente confundida com o chamado "Vulcão de Nova Iguaçu", embora se trate de localidades diferentes, afastados em 3,7 quilômetros.
Capela do Engenho da Posse
Nome: Capela Sagrada Família. Nome antigo: Capela Nuestra Señora Madre de Dios. Século: XVIII. A Capela colonial remonta ao ano 1735 e está situada sobre a parte mais alta e aprazível de um outeiro onde existia o Engenho do Poce (Atual Bairro da Posse - no alto da Posse). Ao lado dela emparelhava-se a Casa Grande do Engenho que pertencia a capitão Bento Luís de Oliveira Braga e Francisco Veras Nascentes, demolida em 1950, porém a capela permanece muito bem preservada para o deleite dos amantes da arquitetura colonial. O engenho tinha 50 escravos e era grande produtor açúcar e cachaça. A produção do Engenho da Posse, no período colonial, escoava através do Rio Botas (ou Riachão). Um canal construído pelos escravos na atual Rua da Quermesse permitia que a produção fosse embarcada em chalanas (bote com fundo chato), esse portinho fluvial localizava-se no lugar denominado atualmente por Largo de São Jorge, onde passou a funcionar um pequeno comércio. A produção do Engenho seguia embarcada em algumas chalanas até o Porto dos Saveiros situado na margem meridional do Rio Iguaçu, e lá era reembarcada em barcos maiores para o Porto dos Mineiros, na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
No período do Segundo Império a produção do Engenho da Posse começou a ser escoada via carreteira (caminho de terra) até o Porto dos Saveiros (isso devido ao assoreamento dos rios, entre esses o rio Botas). A distância a ser percorrida era grande e este problema perdurou até o momento em que o Imperador decidiu construir a Estrada de Ferro Pedro II (atual Estrada de Ferro Central do Brasil). O escoamento da produção de café, no período do Segundo Império, e de laranja, no período republicano, da Fazenda da Posse, passou a ser realizado via estrada de ferro. O Porto dos Saveiros foi desativado e o Arraial de Maxambomba (3/4 de légua) do Engenho da Posse, estava bem servido pelo transporte com a mais moderna tecnologia que existia na época, o trem a vapor (Maria Fumaça), que escoou a produção da região para a corte do Império do Brazil, grande parte dela destinada para exportação.
A capela do Engenho da Posse é uma jóia rara da arquitetura colonial ibérica e localiza-se na Casa de Oração Frei May, Alto da Posse, Bairro da Posse.
Fazenda São Bernardino
Nome: Fazenda São Bernardino. Século XVIII. Está localizada na Estrada São Bernardino, Nova Iguaçu, nas localidades de Cava e Tinguá, próxima à Reserva Biológica. Sua construção terminou em 1875 e foi feita em estilo neoclássico. Seu primeiro proprietário foi o português Bernardino José de Souza e Melo. A fazenda produziu café, açúcar, aguardente, farinha de mandioca e extraiu muita madeira e exportou carvão. Foi tombada pelo Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1951, no Livro de Belas Artes. Hoje ela está em ruínas, pois foi vítima de um incêndio na década de 80. A Grande Casa situa-se num outeiro e, na parte mais baixa do terreno, existiram construções como cavalariças, garagem para carruagens, estribaria, senzala, habitações para escravos domésticos e engenhos de cana e de mandioca.
Igreja de Santo Antônio de Jacutinga
Nome: Santo Antônio de Jacutinga. Antigo nome: Matriz da Freguesia de Santo Antônio, Orago de Jacutinga. Século XIX. Localizada no Centro da cidade de Nova Iguaçu, na Avenida Getúlio de Moura. Antiga Matriz de Santo Antônio da Aldeia dos Jacutingas (índios Jacutingas), é a quarta Igreja que serve como Matriz da antiga Freguesia que foi transferida em 1862 do Bairro da Prata para o atual local.
Igreja de Santo Antônio da Prata
Antigo nome: Freguesia de Santo Antônio, Orago de Jacutinga. Século XVIII. Localizada na Estrada Dr. Plínio Casado, no Bairro da Prata, próxima às margens da Rodovia Presidente Dutra, em local histórico. A multissecular Matriz de Santo Antônio da Aldeia dos Jacutingas (índios Jacutingas) é a terceira Igreja erigida para servir como Igreja Matriz da antiga Freguesia de Santo Antônio de Jacutinga. Em 1711 a antiga Matriz da Freguesia foi transferida do centro de Belford Roxo (Calhamaço) onde situava-se a primeira igreja, para o atual Bairro da Prata (3,3 quilômetros de distância ou 1/2 légua) onde foram eretas a segunda igreja e a atual, que é a terceira igreja, e que foi erigida em terreno adjacente do mesmo sítio onde fora construída a segunda igreja, que ruiu. A Capela Mór foi concluída em 1785 e a torre sineira teve sua construção terminada em 1791.
Igreja de Nossa Senhora do Marapicu
Nome antigo: Freguesia de Nossa Senhora da Conceição, Orago de Mariapicu. Século XVIII. Localizada no Bairro do Marapicu, próximo à Estrada Abílio Augusto Távora, em local histórico. A antiga Matriz foi construída no ano de 1728, em terras da Fazenda do capitão-mor Manuel Pereira Ramos e sua mulher Helena de Andrade Souto-Maior.
Capela Nossa Senhora de Guadalupe
Nome: Capela Nossa Senhora de Guadalupe. Século XVIII. Localizada no
Bairro do Marapicu, próximo à Igreja de Nossa Senhora do Marapicu, em
local histórico. Pertencente ao Morgadício de Marapicu. Recentemente
foi restaurada.
Torre Sineira da Igreja de Nossa Senhora de Piedade do Iguaçu
Nome antigo: Freguesia de Nossa Senhora da Piedade, Orago do Iguaçu. Século XVII. A capela foi estabelecida a cura nos anos 1699. A torre sineira e as ruínas com as fundações da Igreja Matriz estão localizadas em Iguaçu Velho, próximo ao rio Iguaçu entre as localidades de Cava e Tinguá.
No mesmo local existem: o antigo cemitério dos escravos da Freguesia de Piedade do Iguaçu (em atividade) e que fica no cume de uma elevação e o cemitério dos nobres (desativado e em ruínas), parte inferior, lateral da torre sineira e ruínas da igreja.
Desde a sua fundação no Morro do Castelo, na cidade do Rio de Janeiro existiam dois cemitérios destinados somente para escravos. Um situava-se na base do Morro do Castelo e era controlado pela Santa Casa da Misericórdia e outro no Gamboa. As Freguesias tinham seus próprios cemitérios de escravos para atender os escravos falecidos nos Engenhos. Anteriormente os cemitérios eram reservados somente para enterro dos escravos e dos indigentes, que muitas vezes eram enterrados em valas comuns. Os cristãos nunca eram enterrados, os cristãos eram sepultados dentro das Igrejas, de acordo com a irmandade a que pertenciam.
Em razão de um surto de febre amarela que dizimou boa parte da população do Rio de Janeiro, um Decreto do Governo proibiu, a partir de 1840, sepultamentos dentro de igrejas. Por isso foram criados os primeiros cemitérios para cristãos no Caju para atender cristãos. No caso da Freguesia de Piedade do Iguaçu, onde havia um cemitério de escravos na colina de um morro (ainda em atividade), foi construído um cemitério para cristãos (campo santo) ao lado da Matriz da Freguesia de Piedade do Iguaçu, onde ainda é possível ver suas ruínas próximo à torre sineira da igreja da Matriz.
Porto de Piedade do Iguaçu
Porto fluvial de Piedade do Iguaçu, onde a produção agrícola e o ouro eram embarcados em faluas ou chalanas. Século XVII. Localizado no início da Estrada do Comércio o Porto atualmente está dentro das terras de uma fazenda, no sítio arqueológico de Vila do Iguaçu e próximo a Torre Sineira da histórica Igreja Matriz de Piedade do Iguaçu.
Maciço de Tinguá
Embora ligado à chamada Serra do Mar, o Maciço de Tinguá teve origem anterior. De uma das suas abas, nasce o rio Iguaçu. Durante o Segundo Reinado foram construídas várias represas para o abastecimento da Corte, na cidade do Rio de Janeiro. A ferrovia Rio do Ouro foi construída para a manutenção dos aquedutos. A partir daí, a Mata Atlântica foi sendo reconstituída naturalmente. Nesta destacada elevação encontra-se hoje a Reserva Biológica do Tinguá (Mata Atlântica). Na aba denominada Serra dos Caboclos refugiaram-se, no século XVI, alguns velhos e crianças da tribo indígena tupinambá.
Hoje a reserva está fortemente ameaçada por caçadores, que o fazem para vender carnes exóticas ou exportar animais silvestres, e por grandes empresas poluidoras. Existe até um aterro sanitário, onde ilegalmente foram despejados resíduos altamente tóxicos, que beira a reserva. A população satélite a reserva sofre constantemente com estes problemas, principalmente pela contaminação do lençól d'água.
Áreas de proteção ambiental
O território de Nova Iguaçu possui atualmente uma área de 524,04 km², sendo que 198 km², ou seja, 35% da cidade é coberta pela Mata Atlântica. Há na cidade duas importantes áreas de preservação ecológica: A Reserva Biológica de Tinguá (reconhecida pela Unesco como patrimônio da humanidade) e a área de proteção ambiental da Serra de Madureira (considerada pela Unesco como Reserva de Biosfera). Além disso, o chamado “turismo ecológico” também conta com o recente Parque Municipal de Nova Iguaçu, na divisa com o município de Mesquita, que ocupa uma área de 1.100 hectares.
Praça do Skate
Apesar das modernas pistas de skate da Via Light terem a preferência dos praticantes desse esporte radical, a antiga pista da Praça do Skate, em frente ao viaduto Padre João Müsch tem sua importância, pois foi a primeira pista de skate da América Latina. Seu formato continua o mesmo de quando foi feita, pouco “radical” para os padrões atuais mas ainda constituindo-se em importante marco. A população local sempre a tratou carinhosamente por "Pracinha do Skate".
Morro do Cruzeiro
Localizado na parte da Serra de Madureira de fronte para a cidade. Muito conhecido pelo seu mirante e por ser um local onde é possível ver grande parte do território de Nova Iguaçu. Foi por muito tempo, e ainda é utilizado algumas vezes, para procissão de Igrejas e ponto de encontro de muitos que gostam de dar uma boa caminhada e curtir a natureza. Seu percurso é possível chegar a uma mina d´água que muito moradores a utilizam para seu abastecimento, bem como alcançar parters onde a prefeitura determinou o limite para a APA Gericinó-Mendanha.
Fonte: Wikipédia

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