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Dados Geográficos (Geografia) e Estatísticos de Nova Iguaçu - IBGE
NOVA IGUAÇU - RJ
Fontes das Informações
| Informações Estatísticas | Origem dos Dados |
| População e Domicílios - Censo 2000 com Divisão Territorial 2001 |
IBGE |
| Censo Agropecuário 2006 - Resultados Preliminares | IBGE |
| Produto Interno Bruto 2005 | IBGE |
| Serviços de Saúde 2005 | IBGE |
| Morbidades Hospitalares 2007 | DATASUS/MS |
| Ensino - matrículas, docentes e rede escolar 2006 | INEP/MEC |
| Estatísticas do Registro Civil 2006 | IBGE |
| Representação Política 2004 | TSE |
| Pecuária 2006 | IBGE |
| Lavoura Permanente 2006 | IBGE |
| Lavoura Temporária 2006 | IBGE |
| Produção Agrícola Municipal - Cereais, Leguminosas e Oleaginosas 2006 |
IBGE |
| Extração Vegetal e Silvicultura 2006 | IBGE |
| Estrutura Empresarial 2005 | IBGE |
| Instituições Financeiras 2006 | BACEN/MF |
| Finanças Públicas 2006 | STN/MF |
| Frota 2006 | DENATRAN/MJ |
Divisões Administrativas
O município de Nova Iguaçu está, administrativamente, dividido em cinco Setores de Planejamento Integrado (SPIs), cada um deles, por sua vez, divididos em Unidades Regionais de Governo (URGs), sendo estes últimos, subdivididos em bairros.
As URGs foram criadas para oferecer os serviços ordinários à população, descentralizando, assim, alguns serviços rotineiros realizados apenas no Centro da cidade.
Os bairros, por sua vez, são oficialmente as menores unidades administrativas da cidade, porém cada bairro conta com diversos sub-bairros, vilas, lugarejos e povoados, o que pode levar a uma nova organização política dentro de poucos anos. A atual relação de bairros de Nova Iguaçu foi definida pela Leis 2.965, de 17 de dezembro de 1998, e pelo Decreto 6.083, de 12 de janeiro de 1999.
A divisão política oficial da cidade leva em conta tanto características histórico-culturais dos diferentes bairros de Nova Iguaçu como fatores de ordem prática ou natural (como a divisão de duas URGs em uma avenida importante ou um rio, por exemplo).
A zona de preservação ambiental da Reserva Biológica do Tinguá e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Gericinó-Mendanha (Parque Municipal de Nova Iguaçu), são áreas não-abairráveis.
Veja imagem representativa:
Geologia
A geologia de Nova Iguaçu está representada por três grandes grupos de rochas, de origem, composição e idades diferenciadas.
- Sedimentos inconsolidados com idade inferior a 2 milhões de anos responsáveis pela cobertura sedimentar. Os locais planos e os sopés dos maciços e colinas são formados por esse tipo de cobertura.
Terras com formação sedimentar: as planícies e as terras baixas da Posse, Comendador Soares, Cabuçu, Jardim Paraíso e Km 32, além de áreas isoladas, como as terras pantanosas do noroeste de Campo Alegre, as margens do rio Iguaçu em Geneciano e a planície de Iguaçu Velho.
- Rochas de origem magmática (ígneas), representadas por tipos rochosos alcalinos, tais como álcali sienito e traquito, com idade de 59 a 67 milhões de anos (datações Ar-Ar a laser-spot), que corresponde ao período próximo à extinção de dinossauros. Essas rochas eram interpretadas como constituinte de um vulcão extinto com a presença de cratera, denominado "Vulcão de Nova Iguaçu". Entretanto, as pesquisas científicas recentes publicadas nas revistas especializadas negam existência do referido vulcão. Fio esclarecido geologicamente que a cratera, o cone, a lava, o fluxo piroclástico e a bomba vulcânica relatados foram equivocadamente interpretados por trabalhos anteriores. Houve atividades vulcânicas nesta região, porém o vulcão da era dos dinossauros foi eliminado completamente por causa do intenso efeito de erosão desta região tropoical, portanto atualmente não existe mais. [[1]]
Terras com formação ígnea alcalina: A maioria das partes do maciço Gericinó-Mendanha, Serra dos Caboclos (Serra de Adrianópolis) e Serra de São Pedro.
- Rochas de origem ígnea (granitos homogêneos) e metamórfica (migmatitos e granitóides foliados) com idade em torno de 550 milhões de anos. Essas rochas formam uma parte do relevo iguaçuano, chamada de mar de morros. Esta rocha, denominada sienito formam jazidas minerais muito raras no mundo, tais como rochas ornamentais e brita de qualidade especial, porém são muito pouco conhecidas pela população local.
Terras com formação metamórfica (granitóides foliolados): Miguel Couto, Geneciano, Corumbá, Santa Rita, Vila de Cava, Iguaçu Velho, Austin, Carlos Sampaio, Adrianópolis, Jaceruba e a Serra de Tinguá. Terras com as rochas metamórfica de alto grau (migmatitos): Lagoinha, Campo Lindo, Danon, Bairro da Luz, Centro, Califórnia, Tinguá, Serra do Tinguazinho e Serra da Bandeira (Serra de Jaceruba).
Relevo
O relevo de Nova Iguaçu é representado por dois grandes maciços rochosos situados nas porções norte e sul do município: o maciço de Tinguá e o maciço do Gericinó-Mendanha, respectivamente. O primeiro possui altitude máxima de 1600 m, e o segundo, 974 m.
Entre esse dois maciços estende-se uma grande área de planície (baixada) e de colinas com cristas vertentes e convexas (meias-laranjas), numerosas (mar de morros) e com altitudes inferiores às dos maciços. As colinas em formato de meias-laranjas tendem a ser em maior número à medida que se aproximam do maciço de Tinguá e dos contrafortes da Serra do Mar (região de Jaceruba).
Vegetação
Em Nova Iguaçu cerca de 40% da área total da cidade encontra-se coberta por formações vegetais significativas (vegetações primárias, secundárias ou pioneiras). Desse total, 32,88% correspondem à cobertura original da Mata Atlântica, um dos mais ricos ecossistemas do planeta. Cerca de 30% está comprometido com o uso urbano e o restante corresponde à atividade agrícola (2,94%) e as áreas de campo e pastagem, ou seja, as áreas onde a vegetação natural ou primitiva foi substituída para práticas de agricultura ou para o criatório. Uma pequena parcela da superfície total do município corresponde a áreas sujeitas a inundações e áreas degradadas.
Classes de uso do solo:
- Floresta ombrófila densa = 32,88%
- Formação pioneira = 1,27%
- Vegetação secundária = 7,36%
- Área urbana = 30,66%
- Área rural = 2,94%
- Pastagens (campos) = 19,85%
- Corpos d'água = 0,52%
- Área degradada = 4,53%.
Unidades de conservação da natureza
Em Nova Iguaçu diversos tipos de Unidades de Conservação da Natureza foram instituídos e correspondem a 50% da área total da cidade, o que confirma nosso rico patrimônio ambiental.
Na porção sul do município, localiza-se a área de proteção ambiental (APA) do Gericinó-Mendanha, unidade de uso sustentável administrada pelo Governo Estadual. Dentro dessa APA, encontra-se o Parque Municipal de Nova Iguaçu, unidade de proteção integral instituída pelo Poder Público Municipal.
Ao norte encontramos a Reserva Biológica (REBIO) do Tinguá, unidade de proteção integral instituída pelo Governo Federal. Margeando a REBIO do Tinguá, encontramos as Áreas de Proteção Ambiental de Jaceruba, Rio d'Ouro e Tinguá, todas instituídas por leis municipais.
Outras quatro APAs Municipais: Guandu-Açu, Morro Agudo, Tinguazinho e Retiro, localizadas, respectivamente, nas porções sudoeste, noroeste e nordeste do município, constituem o privilegiado patrimônio cultural de Nova Iguaçu.
Hidrografia
Nova Iguaçu conta com diversos rios, córregos e canais que constituem as bacias dos rios Iguaçu e Sarapuí (que, regionalmente, integram a bacia da Baía de Guanabara) e a do rio Guandu (que integra a bacia da Baía de Sepetiba).
A bacia do rio Guandu abrange os rios Santana, São Pedro, Santo Antônio, D'Ouro, Sarapó, Ipiranga, Cabuçu, Cabenga e Guandu-Mirim.
A bacia do rio Iguaçu abrange os rios Paiol, das Velhas, Botas, Ana Felícia, Tinguá, Barreiras, Boa Esperança e Adrianino.
A bacia do rio Sarapuí é constituída pelos rios Maxambomba, da Prata e Dona Eugênia.

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